Uma hora depois, ele desceu as escadas com seus pais.
Eles ainda estavam lá.
Esperando por ela.
Sem julgá-la.
Sua mãe a abraçou. Seu pai se ofereceu para levá-la para casa.
E, pela primeira vez, “lar” não soava como fracasso… mas como refúgio.
Antes de sair, Sofia caminhou pela sala de estar vazia.
As flores ainda estavam intactas. As mesas estavam em ordem. Como se nada tivesse acontecido.
Mas em um canto... as cadeiras onde seus pais haviam se sentado ainda estavam lá.
A prova de tudo.
Ele pegou uma carta da mesa principal.
Ele olhou para ela.
E ele a deixou.
Não precisei quebrar nada.
Eu já havia tomado a decisão mais difícil.
Naquela noite, ele dormiu em seu antigo quarto.
Na manhã seguinte, eu tinha dezenas de mensagens.
Mas uma se destacou:
“Você não está sozinho. Hoje começamos a reconstruir o que restou.”
Sofia entendeu algo então:
Não foi o fim.
Foi o início da reconstrução.
Escolher quem eu queria ser.
E desta vez… sem ficar em silêncio.