Parte 2:
Naquela noite, dormi sozinha no quarto principal, com a porta trancada, não porque tivesse medo de que Alejandro me atacasse, mas porque tinha medo de me ouvir duvidar de mim mesma. Às vezes, o inimigo mais perigoso é o hábito: o hábito de ceder para “manter a paz”.
Primeiro, Alejandro foi para o sofá, depois para o quarto de hóspedes. Às duas da manhã, ouvi a porta da frente abrir: ele tinha ido embora. Não voltou para pedir desculpas. Não voltou para se explicar. Foi embora como os covardes fazem: abandonando a responsabilidade em silêncio.
Na manhã seguinte, liguei para minha advogada, Lucía Herrera, e pedi que ela iniciasse o processo de separação e, se necessário, o divórcio. Não porque eu gostasse do conflito, mas porque eu havia entendido algo: Patricia não ia parar. E se Alejandro não tivesse parado no Natal, nunca pararia.
Lucía analisou o acordo pré-nupcial e confirmou os pontos essenciais: proteção da minha casa adquirida antes do casamento, separação de certos bens e uma cláusula referente a dívidas. Ela também me pediu para reunir provas de conduta: mensagens, e-mails, qualquer indício de que Alejandro e sua mãe tivessem agido de má-fé. Não encontrei nenhuma grande revelação, mas encontrei algo: uma conversa em família onde Patricia havia insinuado, meses antes, que "Valeria acha que é dona de tudo". E tinha um convite digital daquele Natal onde, curiosamente, Camila aparecia na lista de "convidados" do celular de Patricia. Não era uma prova legal definitiva, mas demonstrava planejamento.
Alejandro me ligou ao meio-dia.
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